Dan: I want Anna back.
Larry: She's made her choice.
Dan: I owe you an apology. I fell in love with her. My intention was not to make you suffer.
Larry: So where's the apology? Ya cunt.
Dan: I apologize. If you love her you'll let her go so she can be happy.
Larry: She doesn't want to be happy.
Dan: Everybody wants to be happy.
Larry: Depressives don't. They want to be unhappy to confirm they're depressed. If they were happy they couldn't be depressed anymore. They'd have to go out into the world and live. Which can be depressing.
"...todas as atrações que uma versão prudente, mas versátil, desse misto de surpresa e fugacidade que normalmente se chama vida..."
domingo, 9 de dezembro de 2007
To the faithfull departed
Um gole pelos ausentes: os de escolha e os de nem tanta escolha assim.
Levanto meu copo, derramo minha bebida na mesa e olho nos olhos dos que já não levantam seus copos comigo. Os que sentam à minha volta eu levo para sempre; os que já estiveram em minha cabeceira e agora o destino ignoro, também.
Os perfumes, as risadas e os segredos compartilhados sempre serão parte de nossa cumplicidade inabalável. A sua companhia é o que me faz falta. A certeza de que não teremos novos perfumes, risadas e segredos compartilhados é o que me tira o sono e me faz tremer durante a noite.
Brinda comigo uma última vez. A bebida deve descer de uma vez, queimando, deixando seu rastro de fogo garganta abaixo. A risada vem fácil em seguida.
Depois segue seu caminho e seja feliz.
E me deixe em paz.
Levanto meu copo, derramo minha bebida na mesa e olho nos olhos dos que já não levantam seus copos comigo. Os que sentam à minha volta eu levo para sempre; os que já estiveram em minha cabeceira e agora o destino ignoro, também.
Os perfumes, as risadas e os segredos compartilhados sempre serão parte de nossa cumplicidade inabalável. A sua companhia é o que me faz falta. A certeza de que não teremos novos perfumes, risadas e segredos compartilhados é o que me tira o sono e me faz tremer durante a noite.
Brinda comigo uma última vez. A bebida deve descer de uma vez, queimando, deixando seu rastro de fogo garganta abaixo. A risada vem fácil em seguida.
Depois segue seu caminho e seja feliz.
E me deixe em paz.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Decadence avec elegance
Ah, o doce encanto da decadência...
Gozado o quanto pode ser irresistível enfiar o pé na doce lama do foda-se. Atitudes auto-destrutivas, paradoxalmente, podem ser das poucas coisas que te fazem sentir algo diferente do que você sente todos os dias, quando você está correndo atrás dos seus indefectíveis sonhos/objetivos – aquelas coisas que todos dizem que seguem atrás, uns dizem que já alcançaram e a imensa maioria nem tem idéia do que seja (experimente dizer para alguém que você não tem um sonho/objetivo maior na sua vida e repare na cara de espanto e reprovação de seu interlocutor).
Não estou falando aqui sobre depressão – que é uma merda – nem em fazer coisas estúpidas como brincar com armas ou arranjar briga como um imbecil em qualquer lugar. Estou falando daquelas noites aonde se vai para o tudo ou nada, o all or nothing at all. Os olhos cheios de sangue, todos os músculos do corpo em alerta para dar o pulo, aquele sorriso de canto e a disposição para encarar absolutamente tudo que aparecer na sua frente – bem, nem tudo, mas uma quantidade bem grande de coisas que até você consideraria estúpidas em outras situações.
Seu fígado torna-se de teflon, seus olhos nunca estiveram tão alertas e você consegue agir rápido como um gato. Você consegue olhar nos olhos de uma mulher no balcão do bar e, no espaço de uma piscada, transmitir em banda larga todas as suas expectativas e o que você é capaz de fazer. E ela sabe o que é. E ela gosta. Um Marlboro para ganhar uns minutos de expectativa, uma segunda olhada e ataque. Normalmente funciona.
Os amigos de decadência são uma das melhores coisas que se pode conseguir para te acompanhar nessas trips e a pior coisa que se pode conseguir caso te aconteça alguma merda. Essa dicotomia é o que torna a coisa interessante: você, nesse momento, genuinamente gosta de todos eles – eles estão contigo até o sol raiar, embaixo das mesmas luzes e envoltos na mesma cortina de fumaça. E eles também gostam de você pelos mesmos motivos. Mas são pessoas de quem eu não compraria um carro usado.
Quando se vai dormir após uma noite dessas – que pode ser qualquer horário do outro dia – é que a realidade novamente te bate à porta e o momento de acordar – argh - costuma ser um baque terrível. Os olhos ardem, a cabeça pesa, o estômago nunca esteve pior, o cheiro de cinzeiro em você é bem nojento... É a maldita lei da ação e reação, imagino: quantidades incríveis de prazer equivalem a quantidades incríveis de desprazer. Não tem muito como fugir disso.
O máximo que se pode fazer é, com sorte, cobrir a menina que está ao seu lado, sentar na cama e acender um cigarro se perguntando porque essa maldita sensação de foda-se sempre te persegue.
Gozado o quanto pode ser irresistível enfiar o pé na doce lama do foda-se. Atitudes auto-destrutivas, paradoxalmente, podem ser das poucas coisas que te fazem sentir algo diferente do que você sente todos os dias, quando você está correndo atrás dos seus indefectíveis sonhos/objetivos – aquelas coisas que todos dizem que seguem atrás, uns dizem que já alcançaram e a imensa maioria nem tem idéia do que seja (experimente dizer para alguém que você não tem um sonho/objetivo maior na sua vida e repare na cara de espanto e reprovação de seu interlocutor).
Não estou falando aqui sobre depressão – que é uma merda – nem em fazer coisas estúpidas como brincar com armas ou arranjar briga como um imbecil em qualquer lugar. Estou falando daquelas noites aonde se vai para o tudo ou nada, o all or nothing at all. Os olhos cheios de sangue, todos os músculos do corpo em alerta para dar o pulo, aquele sorriso de canto e a disposição para encarar absolutamente tudo que aparecer na sua frente – bem, nem tudo, mas uma quantidade bem grande de coisas que até você consideraria estúpidas em outras situações.
Seu fígado torna-se de teflon, seus olhos nunca estiveram tão alertas e você consegue agir rápido como um gato. Você consegue olhar nos olhos de uma mulher no balcão do bar e, no espaço de uma piscada, transmitir em banda larga todas as suas expectativas e o que você é capaz de fazer. E ela sabe o que é. E ela gosta. Um Marlboro para ganhar uns minutos de expectativa, uma segunda olhada e ataque. Normalmente funciona.
Os amigos de decadência são uma das melhores coisas que se pode conseguir para te acompanhar nessas trips e a pior coisa que se pode conseguir caso te aconteça alguma merda. Essa dicotomia é o que torna a coisa interessante: você, nesse momento, genuinamente gosta de todos eles – eles estão contigo até o sol raiar, embaixo das mesmas luzes e envoltos na mesma cortina de fumaça. E eles também gostam de você pelos mesmos motivos. Mas são pessoas de quem eu não compraria um carro usado.
Quando se vai dormir após uma noite dessas – que pode ser qualquer horário do outro dia – é que a realidade novamente te bate à porta e o momento de acordar – argh - costuma ser um baque terrível. Os olhos ardem, a cabeça pesa, o estômago nunca esteve pior, o cheiro de cinzeiro em você é bem nojento... É a maldita lei da ação e reação, imagino: quantidades incríveis de prazer equivalem a quantidades incríveis de desprazer. Não tem muito como fugir disso.
O máximo que se pode fazer é, com sorte, cobrir a menina que está ao seu lado, sentar na cama e acender um cigarro se perguntando porque essa maldita sensação de foda-se sempre te persegue.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Da justiça do mundo
"Quem com ferro fere, com ferro será ferido"
"Tudo o que vai, volta"
"Aqui se faz, aqui se paga"
Hahahahahaha...... Maldita justiça poética!!
"Tudo o que vai, volta"
"Aqui se faz, aqui se paga"
Hahahahahaha...... Maldita justiça poética!!
sábado, 1 de dezembro de 2007
Sex is not the enemy
Quando sexo virou uma coisa complicada? Sempre foi assim e eu que não acreditei quando me contavam? Como conciliar a respiração ofegante, as pernas entrelaçadas e as mãos apertando forte a cinturinha da moça com tudo aquilo que o Marlon Brando nos ensinou com uma mexerica na boca e que sempre seguimos como verdade absoluta?
As mensagens opostas são o que fodem tudo na nossa pobre cabecinha judaico-cristã: de um lado tem aquela bobagem do “fazes o que queres pois é tudo da lei” ou algo que o valha; de outro tem o “não faça com os outros o que não quer que façam contigo”. E aí? Fazer ou não fazer? Ou umas mais toscas, tipo: “é melhor se arrepender do que você fez do que se arrepender do que você não fez”. Porra, tem que ter arrependimento de qualquer jeito? Culpa, castigo, arrependimento, esse ciclo óbvio de sempre.... Nossa vida é mesmo uma novela ruim.
Parênteses: juro que nunca vão me ver entrar na fila daquele mantra estúpido do “eu nunca me arrependo de nada do que fiz”. Quem não fez as suas merdas por aí e não tem a sua parcela de arrependimento na vida ou é mentiroso ou é muito cínico.
Chovendo no molhado aqui, é fácil apontar dedos quando se está na situação confortável. Difícil é seguir esses mesmos dedos quando se está sozinho no mundão.
Que merda!
As mensagens opostas são o que fodem tudo na nossa pobre cabecinha judaico-cristã: de um lado tem aquela bobagem do “fazes o que queres pois é tudo da lei” ou algo que o valha; de outro tem o “não faça com os outros o que não quer que façam contigo”. E aí? Fazer ou não fazer? Ou umas mais toscas, tipo: “é melhor se arrepender do que você fez do que se arrepender do que você não fez”. Porra, tem que ter arrependimento de qualquer jeito? Culpa, castigo, arrependimento, esse ciclo óbvio de sempre.... Nossa vida é mesmo uma novela ruim.
Parênteses: juro que nunca vão me ver entrar na fila daquele mantra estúpido do “eu nunca me arrependo de nada do que fiz”. Quem não fez as suas merdas por aí e não tem a sua parcela de arrependimento na vida ou é mentiroso ou é muito cínico.
Chovendo no molhado aqui, é fácil apontar dedos quando se está na situação confortável. Difícil é seguir esses mesmos dedos quando se está sozinho no mundão.
Que merda!
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